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Tânia Mara Camargo
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Tânia Mara Camargo

Cavalheiro



CAVALHEIRO

Formoso em suas vestes de batalha
Impondo respeito aos nobres edis
Cavalheiro da espada que não falha
Põe-se romântico e de amor me diz

Preso na masmorra dos meus desejos
Castelo avassalador, corpo dessa dona
Duquesa de longas madeixas e arpejos
Ao tocar sutilmente tua bela corona.

Minhas vestes um grande empecilho
Vencido por a lâmina afiada, cortante
Rasgas as mantilhas, as jóias, mo… Continuar

Postado em 20 maio 2009 às 12:37 ‚Äî

Tânia Mara Camargo

FAUSTO



FAUSTO

Fausto tu me trazes versos e melodias
Encanta-me, invade minha alma de paz
Sou pomba branca na noite tão fria.
São vôos de alegria, tão bem tu me faz!

Ès Virgilio e eu simples pastorinha
Esperas pelo Lácio, sou pobre campesina
Não vá ao hades, não me deixe sozinha
Toma minha mão, muda a minha sina!

Juntos somos fado, a louca poesia, o júbilo
Fantasias que seduzem aos amantes
Conseguimos abater to… Continuar

Postado em 20 maio 2009 às 12:36 ‚Äî

Tânia Mara Camargo

DIVA



DIVA!

Pela graça a mim concedida do ser mulher
Diva que por sua graça enaltece teu olhar
Ser-se fêmea de alcova para tudo que vier
E na candura do voltear das ancas, amar.

Instrumental são as palavras, ora risadas
Num orquestrar de corpos, liras a entoar
Numa noite de luar e estrelas azuladas
Somos sombras saídas do extenso mar.

Irisados confundindo a dama… Continuar

Postado em 20 maio 2009 às 12:34 ‚Äî

Caixa de Recados (9 comentários)

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Às 22:21 em 28 novembro 2009, Alvaro Sertano disse...
Nobre Tania aconteceu o maais novo nascer poético e gostaríamos muito de conssstar da honra de teus trabalhos, inclusive aqueles lá do luso-poemas--espanhol, donde estive a apreciar,prestigie-nos,sendo parte dos 20 fundares(título)CONTO CONTIGO!
CLUBE DE POETAS VIRTUAIS INDEPENDENTES
http://alvarosertanoemarylife.ning.com/ CADASTRE-SE!
Às 7:11 em 11 julho 2009, LUIZ ALBERTO MACHADO disse...
DESEJO

Letra & música de Luiz Alberto Machado

Quero ficar no seu coração
E assim poder sonhar
Toda aventura que pintar da emoção
Todo fervura que brotar da sua mão
Para iluminar a reticência que aprumou a minha vida
E um dia ser feliz e nada mais
Quero ficar no seu coração
E assim me agasalhar
Do frio impune que semeia a solidão
E feito imune repetir a sensação
Que vai para lua na volúpia mais fervida
E um dia ser feliz e nada mais
E quando o jeito de você virar absoluta adoração
Será o véu perfeito e a ternura abraçará minha ilusão
Quero o meu destino a confundir-se com o seu
E sermos um, o que a sina prometeu
E o que sobrar de nós será um ninho verdadeiro
E um dia ser feliz e nada mais

©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira reunião. Recife: Bagaço, 1992.
www.luizalbertomachado.com.br
Esta canção está na Garagem do Domingão do Faustão. Para conferir e votar é só acessar;
http://domingaodofaustao.globo.com/Domingao/Garagemdofaustao/0,,16989-p-V1065104,00.html
Às 11:06 em 15 junho 2009, TERREIRO DE UMBANDA IANSÂ E MAMã disse...
UMA LINDA HISTORIA DE NATAL
A noite é quase gelada...
Contudo, Mariazinha
a menina de outras noites
Que treme, tosse e caminha...

Risos longe, risos perto...
É Natal de paz e amor.
Há muitas vozes cantando:
-"Louvado seja o Senhor!"

A rua parece nova
Qual jardim que floresceu.
Cada vitrine enfeitada
Repete: "Jesus nasceu!"

Descalça, vestido roto,
Mariazinha lá vai...
Sozinha, sem mãe que a beije,
Menina triste, sem pai.

Aqui e ali, pede um pão...
Está faminta e doente.
Vadia, saia daqui! É o grito de muita gente.

Menina de rua! sua ladra Dizem outros!
Saia daqui, menina feia!
Toda criança de rua
Deve dormir na cadeia!

Mariazinha tem fome
E chora, sentindo em torno
O vento que traz o aroma
Do pão aquecido ao forno.

Abatida, fraca e cansada,
Depois de percurso enorme,
Estira-se na calçada...
Tenta o dormir, mas não dorme.

Nisso, um moço calmo e belo
Surge e fala, doce e brando:
- Mariazinha, você...
Está dormindo, ou pensando?

A pequenina responde,
Erguendo os bracinhos nus:
- Hoje é noite de Natal,
Estou pensando em Jesus.

- Não recorda mais alguém?
E ela, a chorar, disse: -Eu
Penso também, com saudade,
Em minha mãe que morreu...

- Se Jesus aparecesse,
Que é que você queria?
Eu queria que ele me desse
Um bolo da padaria...

E depois de comer, então
- E a pobre sorriu contente - Queria um par de sapatos
E uma blusa grande e quente...

Depois...queria uma casa,
Assim como todos têm...
Depois de tudo...eu queria
Uma boneca, também...

-Pois saiba, Mariazinha,
Eu lhe digo que assim seja!
Você hoje terá tudo
tudo Aquilo que mais deseja.

- Mas, o senhor, quem é mesmo?
E ele a olha com os olhos em luz:
- sou seu amigo de sempre,
Minha filha, eu sou Jesus!...

Mariazinha, encantada,
Tonta de imensa alegria,
Pôs a cabeça cansada
Nos braços que ele estendia...

E dormiu vendo-se outra,
Em santo deslumbramento,
Aconchegada a Jesus
Na glória do firmamento.

No outro dia, muito cedo,
Quando o lojista abre a porta,
Um corpo cai leve e mansinho...
A menina estava morta
Às 0:25 em 15 junho 2009, TERREIRO DE UMBANDA IANSÂ E MAMã disse...
De Olhos Fechados


Sentado ali em frente ao seu congá, o velho Pai de Santo relembra com surpreendente nitidez a sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade.



Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e que diante dele uma estranha imagem se formou; um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe as histórias,

De alguma forma, o menino ao ver aquela cena, sabia que se tratava dele mesmo.

O tempo passou e a cena jamais foi esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças. Cresce e acaba por se tornar um médium umbandista.

Aos poucos vai conhecendo seus guias que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”. Primeiro o Caboclo, que lhe parece muito grande e forte; depois os demais até que ao completar 18 anos, o seu Exú também recebe permissão para incorporar.

Já não é mais médium de gira. A bem da verdade, ocupa o cargo de Pai Pequeno de Terreiro. Percebe que não tivera uma adolescência com a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes, festas …. Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da
caridade.

Os anos passam e ele acaba por abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram seus guias e recebem sempre um lenitivo, uma palavra de consolo, uma esperança.

Foram tantos os pedidos e os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda se afastarem, criticando o que ontem lhes era sagrado, porque alguns de seus pedidos, não haviam sido alcançados na plenitude desejada.

Presenciou pessoas que vindas de outras religiões, encontravam a paz dentro do terreiro. Este, era mantido a duras penas já que nada cobrava pelos trabalhos realizados. “Daí de graça, o que de graça recebestes”.

Solteiro, permanecia até hoje pois embora tivesse muitas mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas suportou ficar a seu lado. Para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.Mesmo assim, amava todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada
terrena.

Brincava o velho Pai de Santo quando lhe perguntavam se era casado…. Respondia bem humorado que se casara muito cedo, ainda menino. A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome de sua mulher era satisfeita com uma só palavra: Umbanda. Este era nome de sua mulher.

Com o passar do tempo a idade foi chegando. Muitos de seus Filhos de Fé seguiram seus destinos, vindo eles próprios, a abrir suas casas de caridade. O peso da idade não o impede de receber suas entidades e ainda ecoa pelo velho e querido terreiro o brado de seu Caboclo; o cachimbo do
Preto Velho ainda perfuma o ambiente, a gargalhada do Exú ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos… Enfim, sente-se útil ao trabalhar.

Hoje não tem gira, o terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo. Perdera a noção da horas.

Apura os ouvidos e sente passos ao seu redor. Percebe que alguém puxa os pontos e o atabaque toca. Ele está de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas…. Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente não sente coragem ou vontade de olhar para traz…. apenas canta junto os pontos. Fixa as imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá. Parece que percebe o movimento do terreiro aumentar e vira de costas para o congá e a cena o surpreende: Vê Caboclos, boiadeiros,pretos velhos, marujos, baianos, erês e toda uma gama de Guias. Até os Exús e Pombas Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são - não estão incorporados, todos lhe sorriem amavelmente.

Dentre tantos Guias percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu Guia de frente se adianta e lhe abraça, brada seu grito guerreiro, sendo acompanhado pelos demais.

* O Velho Pai de Santo não agüenta e chora emocionado.

* As lágrimas lhe turvam a vista. Ele fecha seus olhos e ao abri-los, todosos Guias permanecem em seus lugares, porém calados….

* Nota uma luz brilhante em sua direção. Iansã e Omulú se aproximam. Seu Caboclo os saúda e é correspondido.

* A luz o envolve. Já não se sente velho, na verdade, sente-se jovem como
nunca, seu corpo está leve e levita em direção à luz.

Todos os Guias lhe fazem reverência.

* O terreiro vai ficando longe, envolto em luz….. Sorri alegre. Missão cumprida.

* No dia seguinte encontram seu corpo aos pés do congá. Parece que sorri….
Às 12:36 em 25 maio 2009, Maurélio Machado disse...
Oi querida amiga, bom tê-la por aqui, adorei suas publicações.
Um beijo
Às 2:14 em 23 maio 2009, Marcio Marcelo Nascimento Sena disse...
Às 19:39 em 20 maio 2009, LUIZ ALBERTO MACHADO disse...
CRENÇA

Letra & música de Luiz Alberto Machado

É preciso respeitar melhor a vida
no amor que traz a paz que é tão bem vida.
Amar para se ter além do passional
e o coração valer o ser humano universal.

É preciso respeitar as diferenças
e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças.
Lutar contra a mantença desigual
que forja o algoz na força do poder irracional.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

É preciso ter no olhar a flor da vida,
trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas.
E perceber o amor no menor gesto natural
para valer o sonho mais presente mais real.

Se entregar agora, todo dia e a noite inteira,
testemunhar assim as coisas verdadeiras.
Colher a lágrima do olhar mais desolado
para irrigar a sede do carinho devastado.

E afinal poder sorrir
como quem vai feliz viver,
a manter a crença e o seu proceder na paz.
Semear a vida no ideal de colher
o que virá depois
pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais!
Viver a vida pelo que foi e será, é e será!

© www.luizalbertomachado.com.br
Veja o clipe desta canção acessando http://www.youtube.com/watch?v=GxzlihHqIrI ou baixe em mp3 acessando http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=24909
Às 15:03 em 19 maio 2009, Elma do Nascimento disse...
Alô, Tânia, eu add você como amiga
Às 10:05 em 19 maio 2009, Marcio Marcelo Nascimento Sena disse...
Seja bem vinda !
 
 


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